Victor Lopes - 26/08/2026

Nintendinho: 5 jogos que ajudaram a construir a história dos videogames

Nintendinho: 5 jogos que ajudaram a construir a história dos videogames

Antes dos gráficos em alta definição, dos mundos abertos gigantescos e das atualizações que chegam pela internet, existia uma época em que um cartucho, um controle e uma televisão eram suficientes para transformar uma tarde comum em uma grande aventura.

Para muita gente, essa lembrança tem um nome: Nintendinho.

O Nintendo Entertainment System, conhecido no Japão como Family Computer, ou simplesmente Famicom, tornou-se um dos consoles mais importantes da história dos videogames. Mais do que apresentar grandes personagens, o aparelho ajudou a estabelecer conceitos de design que continuam influenciando os jogos atuais.

No Meus Irmãos, resolvemos revisitar essa época e escolher cinco jogos que, na nossa opinião, representam muito bem aquilo que tornou o Nintendinho tão especial.

E fazer uma lista dessas não é tarefa fácil.

Afinal, estamos falando de uma biblioteca recheada de clássicos.

Uma época em que cada cartucho era uma aventura

Hoje podemos ter centenas de jogos disponíveis em uma única plataforma. No tempo do Nintendinho, a relação com os jogos era diferente.

Cada cartucho tinha um peso especial.

Você escolhia cuidadosamente qual jogo levaria para casa, colocava no console e sabia que provavelmente passaria muitas horas tentando dominar aquela experiência.

Não existia a facilidade de simplesmente trocar de jogo com alguns toques.

E talvez isso tenha ajudado a criar uma relação tão forte entre jogadores e determinados títulos.

Era comum conhecer cada fase, decorar inimigos, descobrir atalhos e tentar superar aquela parte que parecia impossível.

O erro fazia parte da diversão.

A dificuldade também.

E, principalmente, a sensação de finalmente conseguir passar de uma fase difícil era recompensadora.


1. Super Mario Bros 3


Entre todos os clássicos do Nintendinho, Super Mario Bros. 3 ocupa um lugar especial. Para nós do Meus Irmãos, ele não é apenas um dos melhores jogos do console. É o melhor jogo do Nintendinho.

O salto em relação aos jogos anteriores foi enorme. O título trouxe novos mundos, diferentes tipos de fases, itens especiais, transformações e uma variedade impressionante de situações.

A famosa Roupa de Tanooki, a Roupa de Sapo, a Roupa de Martelo e o clássico Super Leaf deram a Mario novas possibilidades e fizeram com que cada descoberta tivesse um significado.

Mas o que realmente impressiona é o design.

Super Mario Bros. 3 consegue apresentar fases diferentes sem perder a identidade. Cada mundo possui sua própria personalidade, e o jogador sempre tem a sensação de que existe alguma coisa nova esperando logo adiante.

E havia também aquele maravilhoso mapa do mundo.

Em vez de simplesmente seguir uma sequência rígida de fases, o jogador podia visualizar sua jornada e descobrir caminhos, casas de Toad, fortalezas, navios e outros desafios.

Era um jogo enorme para sua época.

E, mesmo décadas depois, continua divertido.

Talvez seja justamente essa a maior qualidade de Super Mario Bros. 3: ele não depende apenas da memória afetiva para funcionar. Se você colocar o cartucho hoje e começar a jogar, ele continua sendo um excelente jogo.

Para o nosso Top 5 do Nintendinho, portanto, a escolha é fácil:

🏆 Super Mario Bros. 3 fica com o primeiro lugar.

Não apenas porque é um clássico.

Mas porque é, para nós, o melhor jogo do Nintendinho. 🍄🎮

2. The Legend of Zelda

Se Mario representava a precisão dos jogos de plataforma, The Legend of Zelda trouxe outro elemento fundamental: a exploração.

Aqui, o jogador não recebia simplesmente um caminho pronto.

Havia um mundo para descobrir.

Florestas, cavernas, inimigos, masmorras e segredos faziam parte de uma aventura que incentivava a curiosidade.

E existia uma sensação muito especial ao encontrar algo escondido.

Uma passagem que parecia não levar a lugar algum podia guardar um segredo. Uma área aparentemente comum podia esconder uma recompensa.

The Legend of Zelda ajudou a mostrar que videogames poderiam oferecer mais do que simplesmente completar fases.

Eles poderiam criar um mundo para o jogador explorar.

3. Mega Man 2

Nossa lista também precisa reservar espaço para Mega Man.

Entre os jogos da franquia lançados no Nintendinho, Mega Man 2 é lembrado até hoje por seu equilíbrio entre ação, dificuldade e criatividade.

Uma das características mais interessantes está na liberdade para escolher a ordem das fases.

Cada chefe possui uma arma associada, e essas armas podem ser utilizadas para enfrentar outros adversários.

Isso cria uma espécie de quebra-cabeça dentro do jogo.

O jogador começa descobrindo as próprias limitações e, conforme conquista novas habilidades, percebe que determinadas batalhas podem ficar muito mais fáceis.

Além disso, Mega Man 2 possui uma identidade visual e sonora que ajudou a torná-lo um dos grandes representantes da geração.

É aquele tipo de jogo que você pode revisitar décadas depois e rapidamente entender por que ele ficou na memória.

4. Contra

Agora vamos falar de pancadaria, tiros e reflexos.

Contra é praticamente uma aula de ação em alta velocidade.

O jogo coloca o jogador diante de uma sequência de inimigos, obstáculos e situações que exigem atenção constante.

E existe um detalhe importante: morrer faz parte da experiência.

Você aprende observando os padrões dos inimigos, descobrindo de onde vêm os ataques e tentando sobreviver um pouco mais a cada partida.

Jogando sozinho, o desafio já é considerável.

Com dois jogadores, porém, a experiência ganha outra dimensão.

É justamente aí que Contra se transforma em uma memória compartilhada.

Um amigo ou irmão ao lado, os dois tentando avançar juntos, comemorando quando conseguem passar de uma parte difícil e, algumas vezes, culpando um ao outro pela derrota.

É o tipo de experiência que só fica melhor quando existe alguém ao lado para dividir a confusão.

5. Castlevania III: Dracula's Curse

Para fechar nossa seleção, chegamos a um dos grandes representantes da atmosfera sombria do Nintendinho.

Castlevania III: Dracula's Curse levou a fórmula da série para uma experiência mais ampla, apresentando diferentes caminhos e personagens jogáveis.

A aventura combina plataformas, combate e exploração em uma jornada repleta de criaturas sobrenaturais.

O interessante é que o jogo consegue criar uma atmosfera muito própria mesmo dentro das limitações técnicas do console.

Cenários escuros, músicas marcantes e inimigos característicos ajudam a construir aquele clima de aventura gótica que se tornou uma das marcas de Castlevania.

É um jogo que exige atenção, mas também recompensa quem aprende seus padrões.

E isso resume muito bem uma característica dos clássicos do Nintendinho.

Mais do que nostalgia

É fácil olhar para esses jogos atualmente e pensar apenas em nostalgia.

Mas reduzir o Nintendinho à nostalgia seria injusto.

Muitos dos conceitos desenvolvidos naquela época continuam presentes nos videogames modernos.

Jogos de plataforma ainda utilizam a lógica de ensinar através do próprio design das fases.

Jogos de aventura continuam incentivando exploração e descoberta.

Jogos de ação continuam trabalhando com padrões de inimigos e dificuldade progressiva.

E jogos multiplayer ainda procuram aquela mesma sensação de diversão compartilhada que existia quando dois jogadores sentavam diante da televisão.

A tecnologia mudou.

Os princípios fundamentais continuam vivos.

O que torna o Nintendinho tão especial?

Talvez seja justamente a simplicidade.

Você coloca o cartucho.

Liga o console.

Pega o controle.

E começa a jogar.

Não existe uma lista interminável de atualizações esperando pelo jogador. Não há dezenas de menus para atravessar antes de começar a aventura.

Existe o jogo.

E existe você.

Isso não significa que os jogos antigos sejam necessariamente melhores que os atuais. Significa que eles pertencem a uma época diferente e conseguiram fazer muito com recursos extremamente limitados.

Essa criatividade é parte importante do legado do console.

O nosso Top 5

Escolher apenas cinco jogos é quase uma missão impossível.

Dependendo da geração e das lembranças de cada jogador, poderiam entrar na lista títulos como Metroid, Kirby's Adventure, Ninja Gaiden, DuckTales, Teenage Mutant Ninja Turtles, Final Fantasy, Double Dragon e muitos outros.

Por isso, o nosso Top 5 não pretende ser uma verdade definitiva.

É uma seleção baseada naquilo que representa, para nós, a experiência do Nintendinho.

E talvez essa seja a melhor maneira de fazer uma lista de clássicos.

Não existe uma única resposta.

Existe aquela lista que faz você olhar para um cartucho antigo e pensar:

"Eu lembro exatamente de quando jogava isso."

Quatro décadas depois, a aventura continua

O Nintendinho pertence a uma época que já ficou distante no calendário, mas seus jogos continuam sendo redescobertos.

Novas gerações conhecem Mario, Zelda, Mega Man e tantos outros personagens através de relançamentos, coleções, remakes e novas aventuras.

Enquanto isso, quem viveu aquela época continua retornando aos mesmos cartuchos.

Talvez porque revisitar um jogo antigo seja também revisitar uma parte da própria história.

No fim das contas, o Nintendinho não foi importante apenas por causa de seus gráficos ou de sua tecnologia.

Ele foi importante porque mostrou que um bom jogo não precisa de uma máquina gigantesca para criar uma experiência inesquecível.

Às vezes, basta uma televisão, um controle e um pequeno cartucho.

E uma aventura esperando para começar.

🎮 E para você?

Agora queremos saber a sua opinião.

Qual seria o seu Top 5 do Nintendinho?

Você manteria algum desses jogos na lista ou colocaria outros clássicos no lugar?

Conte para a gente nos comentários e aproveite para conferir o vídeo do Top 5 do Nintendinho no canal Meus Irmãos.

Porque algumas aventuras podem ter mais de 30 anos...

mas continuam esperando pelo próximo "Start". 🎮