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Victor Lopes - 26/08/2026

Quando pensamos em Metroid, algumas imagens aparecem imediatamente: uma armadura futurista, um planeta alienígena, criaturas perigosas, corredores silenciosos e uma caçadora de recompensas explorando um universo aparentemente infinito.
O nome Samus Aran também se tornou inseparável dessa identidade.
Mas existe uma história curiosa por trás desse nome que conecta a Nintendo diretamente ao Brasil e a um dos maiores atletas de todos os tempos: Edson Arantes do Nascimento, o Pelé.
Sim, a protagonista de Metroid recebeu seu nome inspirada no Rei do Futebol.
E a história é ainda mais curiosa porque a homenagem nasceu de um pequeno engano.
Samus Aran apareceu pela primeira vez no Metroid original, lançado para o Family Computer Disk System no Japão em 1986 e posteriormente para o Nintendo Entertainment System em outros mercados.
Naquele momento, os jogadores não tinham todas as informações que hoje parecem óbvias.
A personagem aparecia quase sempre dentro de uma poderosa armadura, escondendo completamente sua identidade.
A Nintendo queria que o jogador acreditasse que estava controlando um guerreiro espacial.
Somente ao cumprir determinadas condições no final da aventura era possível descobrir que, por trás daquela armadura, existia uma mulher.
Em entrevista oficial da Nintendo, Yoshio Sakamoto e Hiroji Kiyotake explicaram que a ideia surgiu durante a fase final do desenvolvimento. A equipe procurava uma maneira de surpreender os jogadores e decidiu que revelar Samus como mulher seria uma recompensa inesperada para quem terminasse o jogo rapidamente.
Isso transformou Samus em uma personagem bastante diferente do padrão dos videogames daquele período.
Mas antes mesmo de o público conhecer completamente quem estava dentro da armadura, havia outra história acontecendo nos bastidores.
A história do nome.
O responsável pela escolha do nome foi Hiroji Kiyotake, um dos designers envolvidos na criação do primeiro Metroid.
Durante a entrevista publicada pela Nintendo, Kiyotake confirmou que foi ele quem deu o nome à personagem.
E então veio a revelação curiosa.
Kiyotake era fã de futebol e havia escolhido o nome inspirado em Pelé, o Rei do Futebol.
O nome verdadeiro do jogador brasileiro era:
Edson Arantes do Nascimento.
Mas Kiyotake não conhecia corretamente o nome completo do craque.
Ele acreditava que o nome fosse algo parecido com "Samus Arantes Nascimentos".
Ou seja, a homenagem estava certa na intenção, mas parcialmente errada na informação.
E isso acabou criando um dos nomes mais famosos da história dos videogames.
A própria entrevista da Nintendo trata a situação com bastante humor.
Quando Kiyotake é questionado sobre a origem do nome, ele confirma que a inspiração veio de Pelé. Em seguida, os entrevistadores explicam que o verdadeiro nome do jogador era Edson Arantes do Nascimento.
Kiyotake admite que estava completamente enganado.
Yoshio Sakamoto, então, observa que pelo menos "Arantes" estava correto.
É uma daquelas histórias que parecem inventadas para uma matéria de curiosidades, mas que foram contadas pelos próprios responsáveis pela criação de Metroid.
E existe algo especialmente interessante nisso.
Se Kiyotake tivesse pesquisado corretamente o nome de Pelé antes de batizar a personagem, talvez Samus tivesse recebido outro nome.
A história dos videogames poderia ter sido ligeiramente diferente.
A resposta mais honesta é que não existe uma explicação elaborada sobre cada parte do nome.
O que sabemos, segundo o próprio Kiyotake, é que ele queria utilizar uma referência a Pelé e acreditava que aquela combinação de palavras evocava a imagem que procurava para a personagem.
A Nintendo registra que Kiyotake considerou que aquele nome transmitia a imagem adequada e decidiu utilizá-lo.
Portanto, não estamos diante de uma simples coincidência.
Existe uma ligação direta entre Samus Aran e Edson Arantes do Nascimento.
É justamente o sobrenome que entrega a pista.
Aran não é uma reprodução exata de "Arantes".
É uma adaptação criada a partir da inspiração no nome de Pelé.
O próprio Kiyotake reconheceu, durante a entrevista, que havia errado grande parte do nome, mas que "Arantes" estava no caminho certo.
Com o passar das décadas, Samus Aran ganhou uma identidade completamente própria.
Hoje, quando alguém escuta "Samus", dificilmente pensa primeiro em futebol.
Pensa em Metroid.
E essa talvez seja a parte mais interessante da homenagem.
A referência brasileira acabou sendo absorvida por uma personagem que se tornou um dos grandes símbolos da indústria dos videogames.
Pode parecer estranho colocar Pelé e Samus Aran na mesma conversa.
De um lado, temos um jogador de futebol que marcou a história do esporte.
Do outro, uma caçadora de recompensas fictícia que percorre planetas alienígenas em uma armadura de combate.
Mas existe uma característica que aproxima os dois: o reconhecimento mundial.
Pelé se tornou uma figura conhecida muito além dos campos de futebol.
Samus ultrapassou os limites de sua própria franquia e se transformou em uma das personagens femininas mais importantes dos videogames.
Ela apareceu em diferentes gerações de consoles e em diversos capítulos da série, mantendo sua identidade mesmo quando a estrutura dos jogos mudou.
O nome escolhido por Kiyotake acabou carregando uma pequena lembrança de uma figura brasileira que já era gigantesca no imaginário mundial.
A importância de Samus não está somente no fato de ser uma personagem feminina.
Ela também ajudou a estabelecer uma maneira diferente de apresentar protagonistas nos videogames.
No primeiro Metroid, a armadura escondia praticamente tudo.
O jogador conhecia Samus através de suas ações.
Ela não precisava ficar explicando quem era.
Não precisava conversar constantemente.
O mundo ao redor contava parte da história.
A própria Nintendo descreve o Metroid original como uma combinação de ação e exploração que se tornou característica da série.
Essa estrutura seria fundamental para o legado de Metroid.
É curioso perceber como o conceito de Samus nasceu cercado de segredos.
Primeiro, havia a identidade escondida dentro da armadura.
Depois, o próprio nome carregava uma história que o público demoraria décadas para conhecer.
A revelação de que Samus era mulher tornou-se uma das grandes surpresas do primeiro jogo.
Segundo os desenvolvedores, a equipe queria justamente causar esse impacto. Na época, os jogadores poderiam imaginar que estavam controlando um homem forte usando uma armadura futurista. A revelação final quebrava essa expectativa.
Hoje, essa revelação faz parte da história dos videogames.
Naquele momento, porém, era uma aposta.
E funcionou.
Depois do primeiro jogo, Samus continuou sua jornada em diferentes aventuras.
A personagem passou por jogos 2D, experiências em primeira pessoa e novas interpretações de seu universo.
A franquia também ajudou a popularizar uma estrutura de exploração baseada na aquisição de habilidades.
O jogador encontra uma nova capacidade.
Volta para uma área anteriormente visitada.
Descobre um caminho que antes estava bloqueado.
E, pouco a pouco, o mapa começa a fazer sentido.
Essa filosofia ajudou a influenciar o gênero que posteriormente ficou conhecido popularmente como Metroidvania.
Samus, portanto, não ficou presa ao sucesso de um único jogo.
Ela ajudou a definir uma maneira inteira de pensar a exploração nos videogames.
Imagine alguém jogando Metroid em 1986.
A pessoa vê um personagem dentro de uma armadura.
Começa a explorar Zebes.
Enfrenta criaturas.
Encontra melhorias.
Descobre segredos.
Termina a aventura.
E então descobre que o personagem era uma mulher.
Em nenhum momento existe uma placa dizendo:
"Esta personagem recebeu seu nome inspirado em Pelé."
Essa informação estava escondida nos bastidores.
Durante décadas, provavelmente muitos jogadores sequer imaginariam que existia uma conexão brasileira naquele nome.
Foi somente através de entrevistas com os desenvolvedores que a história ficou documentada de maneira mais clara.
A Nintendo publicou essa explicação em uma entrevista especial sobre a criação de Metroid, permitindo que a curiosidade deixasse de ser apenas uma história repetida por fãs e passasse a ter o testemunho direto de Kiyotake.
Existe algo poeticamente estranho nessa história.
Pelé passou a carreira dominando os gramados.
Samus passa sua vida enfrentando criaturas alienígenas.
Pelé tinha uma bola.
Samus tem o Arm Cannon.
Pelé vestia a camisa da Seleção Brasileira.
Samus veste a Power Suit.
Um fez história no futebol.
A outra fez história nos videogames.
E, graças a uma lembrança futebolística de um designer japonês, os dois ficaram ligados para sempre por um nome.
Talvez a melhor parte dessa história seja justamente o fato de ela não ser perfeita.
Kiyotake não acertou o nome completo de Pelé.
Ele confundiu as palavras.
"Samus Arantes Nascimentos" nunca foi o nome verdadeiro do Rei do Futebol.
O nome correto era Edson Arantes do Nascimento.
Mas o erro acabou produzindo algo único.
A palavra "Arantes" atravessou uma distância gigantesca.
Saiu do futebol brasileiro.
Passou pela imaginação de um desenvolvedor japonês.
Entrou em um projeto de ficção científica.
E acabou dando origem ao nome de uma das personagens mais importantes dos videogames.
Às vezes, a história da cultura pop é construída exatamente assim.
Não por planos perfeitos, mas por pequenas ideias que encontram o lugar certo.
Hoje, Samus Aran é reconhecida mundialmente.
Sua armadura se tornou imediatamente identificável.
Seu canhão de braço virou símbolo da franquia.
A Morph Ball, os diferentes trajes, os confrontos com Ridley, Mother Brain e outras ameaças fazem parte de uma mitologia construída ao longo de décadas.
Mas por trás de toda essa história existe uma pequena curiosidade brasileira.
Antes de ser uma caçadora de recompensas.
Antes de ser um ícone dos videogames.
Antes de protagonizar uma das séries mais importantes da Nintendo.
Samus recebeu um nome inspirado em um brasileiro.
Pelé.
E existe uma ironia maravilhosa nisso: o homem que era conhecido como Rei do Futebol acabou emprestando, ainda que de maneira indireta e através de um engano, parte de seu nome para uma personagem que se tornaria uma espécie de rainha da exploração espacial nos videogames.
No aniversário de quatro décadas de Metroid, olhar para a história de Samus também significa olhar para os pequenos detalhes que ajudaram a construir a personagem.
E poucos detalhes são tão curiosos quanto esse.
A ligação entre Samus Aran e Pelé não é uma teoria criada por fãs.
Ela foi explicada por Hiroji Kiyotake, o próprio designer que escolheu o nome, em uma entrevista publicada pela Nintendo.
O nome nasceu de uma confusão.
Mas a personagem nasceu para durar.
Quarenta anos depois da estreia de Metroid, Samus continua explorando mundos desconhecidos, enfrentando ameaças cada vez maiores e conquistando novas gerações de jogadores.
E, escondida dentro de seu nome, permanece uma pequena homenagem ao Brasil.
Uma homenagem curiosa.
Uma homenagem inesperada.
E, acima de tudo, uma homenagem que entrou para a história dos videogames.
Quando alguém disser "Samus Aran", agora existe uma pequena história para contar:
o nome foi inspirado em Pelé, o Rei do Futebol, embora o criador tenha se confundido com o nome completo do craque.
Talvez seja uma das conexões mais improváveis entre futebol brasileiro e videogames japoneses.
E justamente por isso, uma das mais legais.
Confira Abaixo o Vídeo Do Nosso Canal que Abordou essa História.